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Relatório e contas 2018 aprovado por larga maioria




A Assembleia Representativa (AR) da Ordem dos Contabilistas Certificados, reunida na tarde de 23 de março, no Auditório António Domingues de Azevedo, em Lisboa, aprovou por expressiva maioria o relatório e contas do exercício de 2018.
O relatório e contas 2018 foi aprovado com 66 votos a favor e seis abstenções.
Dos 87 membros com assento na AR estiveram presentes na reunião ordinária 75 contabilistas certificados, considerando os 64 membros presentes e os 11 que se fizeram representar. Contudo, na hora da votação, seis horas e meia após o início dos trabalhos, registavam-se 72 presenças.
A reunião iniciou-se com a explicação de Carlos Alexandre, o novo presidente da Mesa da Assembleia Representativa, sobre a reorganização deste órgão, ocorrida após o falecimento de João Carvalho, anterior presidente. Carlos Alexandre sustentou que «sempre me pareceu não haver no Estatuto da Ordem qualquer lacuna sobre esta matéria.»
Após as explicações, seguiu-se a tomada de posse, como membro da AR, de João Filipe de Araújo Machado, eleito pelo círculo eleitoral de Braga, para ocupar a vaga deixada por João Carvalho.
Do anterior presidente continuaria a falar-se. Carlos Alexandre propôs uma singela homenagem a João Carvalho através do visionamento de um vídeo sobre a vida e obra do anterior presidente da Mesa da AR, produzido pela Ordem, propondo de seguida à assembleia um voto de pesar pelo seu falecimento, o que foi aprovado por unanimidade e aclamação.
Já no capítulo seguinte da ordem de trabalhos, e em resposta a uma questão levantada no período dedicado às informações e pedidos de esclarecimento, Paula Franco revelou que a formação de apoio à implementação do SAF-T em ambiente de trabalho custará «entre um milhão e meio e os dois milhões de euros.» Apesar de se estar ante o maior projeto de apoio aos membros, Paula Franco garantiu que esta aposta não coloca em causa o plano de atividades e orçamento aprovado na assembleia representativa de 15 de dezembro de 2018. 
Coube a Paula Franco a apresentação do relatório e contas do exercício de 2018. «É com grande satisfação que apresentamos estes resultados extremamente positivos», afirmou a bastonária, para quem o único foco da instituição é a «regulação e defesa do interesse público da profissão, a dignificação do profissional e a criação de melhores condições pessoais e profissionais para os contabilistas certificados.» Em suma, garantiu Paula Franco, «uma Ordem para os seus membros.»
Relembrando que outro dos vetores do conselho diretivo é a redefinição do profissional do futuro, em estreita ligação com os desafios que a era digital apresenta, Paula Franco foi taxativa: «Não há como não acompanharmos esta mudança.» E porque o mundo, e os tempos, estão sempre a mudar, espelho dessa inevitabilidade são os números registados em 2018 em tudo o que diz respeito a comunicação com os membros por via digital: acessos ao sítio, visualizações no canal Youtube, seguidores nas redes sociais. «Em todos estas áreas registamos crescimentos exponenciais», sublinhou a bastonária. 
Relativamente aos dados económicos e financeiros, os números apurados no ano passado mereceram de Paula Franco um comentário curto mas elucidativo: «Isto é extraordinário.»
Diminuição de gastos, aumento de rendimentos e gestão rigorosa foram algumas das regras que permitiram alcançar um resultado líquido do período de 4 723 036 euros. «Os recursos que estamos a gerir são dos membros. Por isso, temos que ser muito rigorosos na nossa gestão», afirmou ainda Paula Franco.
Mário da Cunha Guimarães, presidente do Conselho Fiscal, depois de explicar o modo de funcionamento do órgão a que preside, expôs igualmente os métodos e a forma como foram sendo fiscalizadas ao longo dos meses as contas agora plasmadas no documento em aprovação, salientando que nele não existe nada que mereça dúvida ou reprovação, pedindo, por isso, à assembleia a sua aprovação sem reservas. «Contem com este conselho fiscal para que este documento seja irrepreensível», sintetizaria mais tarde.
Os membros que usaram da palavra, nove no total, classificaram, modo geral, o documento como extremamente positivo. Ouviram-se adjetivos que variaram entre o neologismo «fabulástico» ou um mais comum «histórico», havendo também quem classificasse o relatório e contas como «sinónimo de confiança». 
Houve também quem levantasse dúvidas. Por exemplo, relativamente à forma de classificação das perdas por imparidade. A dúvida levou Paula Franco a garantir que «não houve qualquer alteração de critérios contabilísticos para ter melhores resultados. Estes foram o resultado de muito trabalho. Não há aqui criatividade alguma ou malabarismos.»
Em resposta a outras questões, sobretudo relacionadas com o valor das provisões para processos judiciais, Paula Franco garantiu que estas já não existem porque «a Ordem ganhou todos esses processos.» Na sequência dessa dúvida, a bastonária enumerou alguns desses processos, relacionados com pessoas que até há cerca de um ano desempenharam funções na instituição, garantindo que «enquanto aqui estiver, ninguém usará a Ordem.»








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